Incidência e mortalidade
A maioria dos casos ocorre antes dos 5 anos de idade. A média é de 20 meses (McCLURE et al, 1996). Em 1982, na Inglaterra, Roy Meadow publicou um artigo sobre a síndrome e passou a receber várias comunicações de outros casos. Em 2 anos havia colecionado 90 casos (da Inglaterra), metade dos quais chegou a cuidar pessoalmente e publicou uma série de 80 casos. Algumas séries mostram que 3 ou 9% dos casos de febre de origem obscura são de S.M. Em 1996 McCLURE et al publicaram um estudo prospectivo baseado em notificação voluntária com 128 casos comunicados na Inglaterra e Irlanda durante um período de 2 anos, estimando-se assim que a prevalência da doença seria de 0,5/100.000 crianças abaixo de 16 anos por ano e de 12/100.000 em crianças abaixo de 5 anos e 2,8/100.000 em crianças abaixo de 1 ano. É provável que o número seja maior pois muitos pediatras evitam notificar os casos com nível de certeza menor que 90% para evitarem contrangimentos ou involvimento em ações judiciais.
Existem relatos de vários casos fatais. Dos 128 casos relatados por McCLURE et al, 1996, oito foram fatais (6,3%). Algumas crianças submetidas a asfixia (com plastico, travesseiros, mão) ficaram com paralisia cerebral e retardo mental. É provável que parte dos casos de "morte inexplicável no berço" sejam na realidade casos fatais de Münchausen by proxi que nunca são diagnosticados.
A síndrome
O mecanismo da doença
Classificação
Incidência e mortalidade
Quando suspeitar
Características da mãe e da família
Porque demora-se tanto para descobrir
O que ajuda para que a hipótese Münchausen seja investigada precoce e agressivamente
Estratégias para confirmar a hipótese a partir da suspeita
Conduta após a comprovação
|
|